Há muito tempo atrás, Maria morava com sua
mãe, seu pai havia morrido na guerra, antes mesmo dela nascer, Maria era uma
moça linda e muito humilde, por isso despertava o amor nos corações dos rapazes
da pequena cidade do Rio Grande do Sul. Os fazendeiros cobriam-na de elogios e
de flores, mas Maria só tinha olhos para Jonerval, crioulo que trabalhava nas
fazendas, não tinha dinheiro e nem família, só poderia oferecer o seu amor para
Maria. Os dois se apaixonaram e saiam escondidos juntos. Até que um dia, a mãe
de Maria descobriu e a proibiu de ver Jonerval, pois sabia que ele n tinha
posses e era negro.
Maria não obedeceu às
ordens de sua mãe e continuou vendo Jonerval, até que um dia sua mãe pegou
tuberculose, doença fatal muito comum na época, sua mãe ficava cada vez pior e
um dia disse a Maria que ela deve se casar com um homem rico, para poder ser feliz,
tamanha era a pressão sob a Maria que ela resolveu fazer o que sua mãe a disse
mesmo com o coração partido. Marcou um encontro com Jonerval para falar de sua
escolha. A noite estava fria e Maria chorava nos braços de Jonerval, pois sabia
que não poderia vê-lo mais.
No outro dia um
homem, gentil, bonito e rico a convidou para passear, Maria concordou se
conhecerem e logo, o homem a pediu em casamento. E foram morar juntos, com o
passar dos meses Maria foi conhecendo cada vez mais o homem que se casara,
descobriu que ele é, egoísta, rancoroso, era uma má pessoa. Maria vivia triste
até que um dia resolveu ver Jonerval novamente, se viram e não conseguiram
conter as lágrimas, pois a saudade era muito grande e acabaram dormindo juntos.
Maria se sentia estranha, e logo descobriu que estava grávida e era do
Jonerval, o homem que se casara descobriu e disse que ia poderia escolher entre
a sua vida e a vida da criança, Maria escolheu a vida de seu filho, que após
nascer, Maria suicidou-se, o fazendeiro, virou um homem muito pior, e tratava o
filho da sua falecida esposa como um escravo.
O fazendeiro mandava o menino fazer os trabalhos braçais da
fazenda, mas mesmo assim o rancor do fazendeiro aumentava, e um dia resolveu
matar o menino, torturando-o, por uma semana, quando chegou ao último dia de
tortura, o fazendeiro, mandou menino ir procurar o seu chapéu que havia perdido
a meses enquanto passeava pelas matas, o fazendeiro lembrou-se que seu chapéu
caiu numa cachoeira e provavelmente ele não deve mais existir. O menino ficou
dias fora de casa sem comer, até quando voltou desnutrido, e sem o chapéu, o
fazendeiro o espancou e jogou-lhe numa caixa cheia de abelhas para que lá
sofresse até a morte. Os dias se passaram, até que um dia o fazendeiro foi ver
como o corpo estava, e dentro da caixa encontrou o seu chapéu. O fazendeiro
ficou chocado até que olhou para trás e viu o menino de mãos dadas com sua mãe.
Depois disso o fazendeiro nunca mais saiu de casa. E dizem pela cidade que o
menino sempre ilumina o caminho daqueles que tiveram perdas pelos campos do Rio
Grande Do Sul.
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